A história de um grande empreendedor raramente começa no conforto — e, neste caso, ela nasce cedo, com trabalho, disciplina e muita vontade de vencer.
Ainda aos 12 anos de idade, em Curvelo, Minas Gerais, ele deu os primeiros passos no mundo do trabalho. Filho de comerciante, cresceu dentro de uma loja de confecção, cama, mesa e banho, onde ajudava o pai nas tarefas do dia a dia. Entre bancas na porta da loja e chamados aos clientes, foi ali que desenvolveu suas primeiras habilidades de comunicação e vendas.
Aos 18 anos, movido pelo desejo de independência, decidiu sair de casa e construir sua própria história. Com a carteira de motorista em mãos e muita disposição, iniciou uma rotina intensa de trabalho: passou a comercializar produtos como queijo, goiabada e doce de leite, levando mercadorias de Minas Gerais até São Paulo, especialmente para feiras na região de Guarulhos. Durante cerca de dois a três anos, viveu na estrada, consolidando sua experiência no comércio e fortalecendo seu perfil empreendedor.
A dedicação abriu portas para uma nova oportunidade no setor alimentício. Ele ingressou em uma empresa do ramo, onde permaneceu até 2002, acumulando experiência e amadurecimento profissional. Na sequência, atuou como vendedor na Elma Chips, período em que alcançou grande destaque, sendo reconhecido nacionalmente por três anos consecutivos pelo desempenho em vendas e relacionamento com clientes.
Apesar do sucesso, a trajetória também foi marcada por desafios. Em um momento de dificuldade financeira, precisou recomeçar praticamente do zero. Com humildade e coragem, voltou às ruas, dessa vez vendendo água de coco. Com um carrinho simples, preparava e comercializava o produto por conta própria, reconquistando aos poucos seu espaço e reconhecimento como vendedor.
Foi justamente essa visibilidade que abriu novas portas. Ele foi convidado para atuar em uma concessionária Suzuki, onde iniciou sua trajetória no segmento de veículos. Mesmo sem experiência prévia, destacou-se rapidamente pela criatividade e proatividade. Em vez de esperar pelos clientes na loja, passou a ir até eles, transportando motos em uma caminhonete e ampliando seu alcance de vendas.
Com visão estratégica, começou também a aceitar veículos na troca, assumindo riscos que muitos evitariam. Ao longo do tempo, acumulou cerca de 20 motos — um marco que mudaria sua história. Em 2010, decidiu dar um passo ousado: abriu a própria empresa, a Mania Motos Multimarcas.
O início foi simples, mas sustentado por determinação e experiência prática. Com o tempo, a empresa cresceu, ampliando o portfólio para incluir também veículos automotores. A credibilidade conquistada ao longo dos anos e a carteira de clientes fiel foram fundamentais para consolidar o negócio no mercado.
Paralelamente à atuação empresarial, em 2012, surgiu uma nova oportunidade: o futebol. Após conhecer um ex-jogador profissional, passou a atuar na captação de talentos, organizando peneiras e encaminhando jovens atletas para avaliações em clubes.
Foi nesse contexto que conheceu Jonathan da Silva, ainda criança, vindo de uma realidade humilde. Acreditando em seu potencial, decidiu investir não apenas na carreira, mas também em sua estrutura de vida. Levou o jovem para Salvador, onde montou uma base de apoio para que ele pudesse se desenvolver.
O investimento deu resultado. Ao longo dos anos, o atleta passou por clubes importantes, como Atlético Goianiense e Red Bull Bragantino, onde ganhou destaque, inclusive em competições nacionais. O desempenho chamou atenção internacional, abrindo portas para negociações com o futebol europeu.
Além de Jonathan, outros atletas também foram descobertos e encaminhados, consolidando mais um braço de atuação em sua trajetória profissional.
Hoje, após mais de 16 anos de caminhada, ele se define como um empresário realizado — não apenas pelas conquistas materiais, mas pela jornada construída com esforço e resiliência.
Entre desafios, recomeços e vitórias, sua história é marcada por uma certeza: o sucesso não é imediato, mas é possível para quem persiste.
“De onde eu saí, me considero um vencedor. Quem já foi zero, ser um três já é uma grande conquista. E eu sei que ainda posso ir muito além.”



