Com mais de 30 anos de experiência internacional, o Diplomata Civil leva ao Encontro Mundial dos Diplomatas uma visão construída entre negócios, pessoas e cooperação.
Há trajetórias que parecem avançar em linha reta quando vistas de longe. A de José Pereira Junior, porém, ganhou forma justamente nas curvas. Foi durante uma viagem de motocicleta pela América Latina e pela Cordilheira dos Andes que ele encontrou a imagem usada para contar escolhas, desafios e superações no livro 365 Curvas. A estrada tornou-se uma maneira de compreender sua própria trajetória profissional.
Mais de três décadas antes de assumir projetos próprios, José construiu sua experiência em grandes empresas dos setores de alimentos e bens de consumo. Passou por Bunge, Parmalat, Unilever e PepsiCo, convivendo com estruturas complexas, metas, mudanças de mercado e relações que precisavam atravessar diferentes níveis de decisão. Essa experiência proporcionou ao economista uma visão prática sobre liderança, gestão e desenvolvimento de negócios.
Sua formação inclui o PDC, Programa de Desenvolvimento de Conselheiros da Fundação Dom Cabral. Entretanto, sua atuação não se limita ao conhecimento acadêmico. Ela foi sendo construída em ambientes nos quais uma estratégia somente ganhava valor quando conseguia aproximar pessoas, interesses e possibilidades concretas.

Hoje, José é Diplomata Civil número 8911 e participa do Encontro Mundial dos Diplomatas 2026. Realizado de 4 a 11 de setembro, a bordo de um cruzeiro MSC, o encontro reúne líderes, estrategistas, formadores de opinião e representantes de diferentes áreas para uma semana dedicada a diálogos, painéis sobre cooperação internacional e criação de relacionamentos.
A presença de José nesse ambiente encontra sentido em duas frentes de sua atuação. Como diretor executivo da Global Connect Institute, lidera um hub internacional de negócios voltado a conectar empresas, importadores, exportadores, fornecedores e agentes comerciais. A proposta combina inteligência comercial, tecnologia, relacionamento humano e acesso a redes capazes de facilitar operações entre diferentes países.
Nesse cenário, sua experiência pode contribuir para debates sobre cooperação, negócios internacionais e formas de transformar relacionamentos institucionais em oportunidades sustentáveis, compartilhadas e duradouras.
Em um encontro realizado em alto-mar, a ideia de conexão deixa de ser apenas um conceito profissional. Durante sete dias, participantes compartilham sessões oficiais, atividades culturais, jantares e momentos de integração. A convivência prolongada cria espaço para conversas que dificilmente caberiam em uma reunião breve ou em uma simples troca de cartões.
Para alguém dedicado ao comércio exterior, esse tipo de aproximação também revela uma dimensão frequentemente esquecida dos negócios globais. Mercadorias atravessam fronteiras, mas são as relações de confiança que permitem a construção e a continuidade das operações. Tecnologia e inteligência comercial ajudam a identificar caminhos. São as pessoas, porém, que decidem se esses caminhos serão percorridos.

A segunda frente está no Instituto Pequeno Nortista, do qual José é presidente. A atuação reforça seu compromisso com desenvolvimento humano, cooperação e impacto positivo. Nesse ponto, sua trajetória empresarial encontra a diplomacia civil: não como representação oficial de um governo, mas como exercício de diálogo, articulação e responsabilidade dentro da sociedade.
O encontro reúne conteúdo diplomático e experiências sociais em um mesmo cenário. Para José, essa combinação dialoga com uma carreira orientada por pessoas, inovação, transparência e expansão sustentável. Seu repertório permite observar tanto a oportunidade de uma parceria quanto as responsabilidades que acompanham qualquer relação construída entre organizações e países.
A própria existência da Global Connect Institute mostra essa tentativa de reunir elementos que costumam aparecer separados. Empresas precisam de informação, fornecedores, compradores e tecnologia. Também precisam compreender culturas, expectativas e diferentes formas de negociar. Quando essas partes não conversam, uma boa oportunidade pode desaparecer antes mesmo de se transformar em uma operação concreta.
No navio, José chega com uma trajetória que atravessa multinacionais, empreendedorismo, formação de lideranças, comércio internacional e projetos institucionais. Não leva apenas cargos. Leva as mudanças de direção acumuladas ao longo de mais de 30 anos e a disposição de transformar encontros em caminhos possíveis.

365 Curvas ajuda a compreender esse olhar. A viagem de motocicleta não é apresentada apenas como uma aventura, mas como um paralelo para uma vida profissional marcada por decisões, adaptações e ajustes. Uma curva exige atenção ao terreno, leitura do caminho e capacidade de responder ao que não estava inteiramente visível.
O Encontro Mundial dos Diplomatas oferece outro tipo de percurso. Não se mede somente pelas milhas navegadas, mas pelas conversas iniciadas, pelos interesses aproximados e pelas relações que poderão continuar depois do desembarque.
Entre a estrada dos Andes e o mar de 2026, José preserva a mesma matéria-prima: movimento, leitura do caminho e confiança para seguir.




