Em um cenário onde a comunicação ainda é frequentemente associada a padrões rígidos de expressão, a trajetória de Amy Margarida surge como uma afirmação clara: existem outras formas de comunicar — e elas também têm espaço, força e impacto.
Jornalista, artista e multitalento, Amy carrega uma vivência que, por muito tempo, foi mal interpretada. Autista, com altas habilidades e uma sensibilidade sensorial acentuada, ela percebe o mundo de forma intensa. E é justamente dessa intensidade que nasce a sua forma única de comunicação.
Sons, ambientes e estímulos chegam com mais força. Em muitos momentos, isso exige adaptação, gestão e equilíbrio. Mas, ao mesmo tempo, amplia sua percepção, aprofunda seu olhar e dá densidade àquilo que transmite.
Amy não comunica apesar disso.
Amy comunica através disso.

Durante anos, construiu-se uma narrativa limitada sobre o autismo, especialmente na área da comunicação. A ideia de que pessoas autistas não conseguem se expressar com clareza ainda persiste, criando barreiras invisíveis para quem simplesmente comunica de forma diferente.
Amy Margarida rompe com esse padrão.
Sua presença no jornalismo levanta uma reflexão necessária: quantas vozes foram ignoradas apenas por não se enquadrarem em um modelo esperado? E quantas histórias deixaram de ser contadas por falta de espaço para quem sente — e comunica — de forma mais profunda?

Mais do que ocupar um espaço, Amy ressignifica esse lugar.
E é nesse percurso que sua história ganha um novo capítulo.
Ao integrar a equipe do programa De Viagem com Pérolas, exibido no SBT/TV Garças, por meio do Grupo Pérolas de Rikardo, Amy leva consigo não apenas sua formação, mas sua maneira singular de observar, interpretar e transmitir experiências.

Dentro do programa, esse olhar ganha forma no quadro “Diário de Bordo”, apresentado por Amy Margarida ao lado de seu filho, Camilo Richter, conhecido como Bratech.
Mais do que um quadro, Diário de Bordo é uma extensão daquilo que Amy representa: sensibilidade, presença e conexão real com as experiências vividas.
É nesse espaço que a comunicação deixa de ser apenas técnica e se torna vivência. Onde o olhar atento encontra o detalhe — e onde sentir passa a ser tão importante quanto mostrar.
E talvez seja exatamente aí que reside a força da sua trajetória.

Não em provar que consegue comunicar como os outros, mas em mostrar que comunicar de forma diferente pode, na verdade, ser ainda mais verdadeiro.
É nesse encontro entre sensibilidade e expressão que Amy Margarida transforma sua história em voz — e essa voz encontra, agora, seu lugar no Diário de Bordo.
Para acompanhar seu trabalho e suas participações no programa, o público pode seguir seu Instagram profissional: @amy_margarida.



